ESTUDOS BÍBLICOS

Oliveira Verde

Davi uma Oliveira Verde na Casa de Deus

Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; Confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente” (Sl. 52:8).

Introdução Por que Davi desejou ser como uma oliveira verde na casa de Deus? Não poderia ele ter escolhido outra planta para representar a sua presença no templo?Existem muitos estudos com uma abordagem bem completa sobre o referido Salmo. Não existe, portanto, muita coisa nova que possa ser dita a respeito da passagem. O estudo não é original, não pertence a mim, mas, tomei a liberdade de fazer algumas modificações a partir da fonte consultada.O certo é que, novidade ou não, a legenda deste salmo explica o facto que o inspirou.

O contraste que ele apresenta está cheio de ensinamentos para nós. As revelações contidas na passagem: “Oliveira verde na casa de Deus” cabem na vida de todo aquele que deseja ser agradável ao Senhor.

O ímpio muitas vezes é um homem poderoso, aos olhos do mundo. Ele se gloria de seus atos iníquos; a sua língua se assemelha à navalha, que inflige cortes penetrantes e profundos; as suas palavras devoram reputações, a paz familiar e almas.Temos neste salmo um belo contraste que constitui o crente humilde que confia, não na riqueza que perece mas na misericórdia de Deus que permanece para sempre (vs. 1, 8).

Como as oliveiras crescem ao redor do humilde santuário da floresta em Nobe, onde ocorreu a tragédia que inspirou este salmo, e foram santificados pelo santuário que elas circundavam, assim cresce o crente, e se sente seguro na amorosa comunhão com o seu Amigo todo-poderoso. Estejamos entre as verdejantes oliveiras de Deus, extraindo dele a nossa nutrição, assim como as raízes se aprofundam no rico solo.

O salmista está tão certo da justiça divina, e da destruição da maldade que celebra a intervenção de Deus antes que ocorra, e a considera já executada.Assim, para compreender, porque Davi desejou ser uma oliveira que floresce na casa de Deus, precisamos de ter uma ideia mais abrangente, sobre a oliveira.

Esta planta já cultivada pelos israelitas no período contemporâneo ao Rei Davi possuía características multiformes em se tratando das aplicações de seu fruto. Informações obtidas pelo instituto de pesquisa cristã localizado em Israel, dão conta de que, nos tempos de Davi, existia em Israel um local conhecido como Moenda, onde a azeitona, fruto da oliveira era a matéria-prima utilizada para produzir quatro tipos de azeite, e cada tipo tinha a sua função. A extração era processada numa grande prensa, composta de uma tora de madeira maciça e de quatro grandes pedras. Estas as quatro grandes pedras giravam esmagando as azeitonas da seguinte forma:

Primeira Pedra – Primeiro Azeite A primeira pedra era colocada no braço da prensa; esta descia até os frutos, espremendo-os e extraindo o primeiro azeite, que, sendo o primeiro, logicamente seria o melhor. Esse azeite da primícia, que era o mais especial, era usado no templo como azeite da unção e da adoração ao Senhor, o Deus de Israel. Em Levítico 8:12, vemos Moisés ungir Arão.

Davi desejou ser um verdadeiro adorador de Deus, mesmo sabendo que para isto muitas vezes teria que passar por pedras, (vide Job 4:23).

São estes procurados por Deus.Este era o azeite que aparece no livro de II Reis, capítulo 4, quando a viúva do profeta Obadias, vem até o profeta Elizeu, e este lhe pergunta: O que é que eu posso fazer por ti? Diz-me o que é que tens em casa? E naquele momento ela se lembra da botija de azeite que seu marido deixara depois que morreu, o azeite da unção.

David estava desejando que de sua vida fluísse a unção que contagiaria as vidas das pessoas, uma unção que também pode sair de sua vida, caro leitor.

Deste modo, gostaria de ser um instrumento de adoração a Deus? Se sim, então será o primeiro a ser moído pela grande pedra, para ser extraído o Primeiro Azeite; e quatro condições caracterizará este primeiro azeite, em seu modo de viver: 

1. A necessidade de oferecer o melhor para Deus:Devemos aprender a entregar ao Senhor o melhor dos nossos bens e primícias, nosso tempo, nossa adoração, nossa vida.

Ou seja tudo o que temos de melhor e que ainda não foi entregue ao Senhor. As nossas atitudes e atos devem ter como objetivo principal a glorificação a Deus: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”  I Co. 10:31).Pois bem, como poderemos ser instrumentos de adoração ao nosso Deus, (No louvor da Igreja, na adoração, na Técnica de Som, no Diaconato, na intercessão, na limpeza da Igreja, como professor, como Pastor etc.) se nossos corações porventura ainda abrigarem ódio, rancor, desconfiança e falta de perdão, etc?A Nossa maneira de viver deve fazer com que outras pessoas glorifiquem a Deus: “Assim resplandece a nossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao nosso pai que estás nos céus” (Mt. 5:16).

Como tem sido a nossa maneira de viver atualmente? No seu trabalho tem sido luz ou trevas diante dos homens? No seu lar tem sido uma luz que alcança seu cônjuge, seus filhos, sua parentela, seus vizinhos? Como tem sido dentro de sua casa? Quando está longe de sua casa ou dos irmãos da igreja, que claridade tem emitido diante dos homens? Tem dado o exemplo de vida com Deus ou tem acompanhado o mundo em seus vícios de bebida e de fumo ou de drogas, palavrões, fornicações, rebeldia, má educação etc…? Quem está sendo você nestas ocasiões?Quando abrimos os nossos lábios devemos louvar a Senhor em todo o tempo e o Seu louvor estará continuamente em nossa boca.

Deus não Rejeita oração

Saiba que todos procuram a Deus, mas há um grupo a quem Deus está buscando constantemente “os verdadeiros adoradores, que adoram o Pai em Espírito e em verdade”.

Como tem usado os seus lábios ultimamente na rotina de sua vida? O que tem colocado em seus lábios nestes últimos dias, tem glorificado o Senhor? Ou colocado coisas que destroem sua vida física e espiritual? O que é que os seus lábios têm pronunciado tem sido para glorificar ao Senhor? Ou para maldizer a vida de irmãos, líderes ou pastores, ou até seu próprio cônjuge através de fofocas? Quem é você quando abre os seus lábios?Quando passamos pela prensa de Deus e de nós flui o óleo do Espírito a nossa adoração é perfeita, temos alegria em tudo o que fazemos na casa do Senhor, a casa do Senhor não é mais vista como um mero local de reuniões sociais cristãs e mecânicas.

Há unção em tudo oque fazemos, se cantarmos, orarmos ou pregarmos a manifestação do poder de Deus. É isto o que acontece quando nós saímos como, o primeiro azeite da prensa de Deus.Na simbologia da Bíblia o azeite é o Espírito Santo que nos levará para uma condição de perfeitos adoradores, e assim seremos como aqueles que Jesus mencionou serem procurados pelo Pai. “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o pai procura a tais que assim o adorem” (Jo. 4:23-24).

Segunda Pedra- Azeite de Alimentação A Segunda pedra era colocada sobre a primeira tornando a pedra mais pesada.

Quando as azeitonas, depois de passadas pela primeira pedra, chegavam à segunda pedra, eram novamente esmagadas pelo mesmo processo e delas era extraído o segundo tipo de azeite, aquele que era usado na alimentação dos judeus.Em I Reis 17:14, vemos o profeta Elias ter um diálogo de fé com a viúva de Serepta, onde ela relata ter somente um pouquinho de azeite, que nem daria para um bolo, contudo o primeiro alimento deveria ser para o profeta.Davi, também desejou que de sua vida fluísse o alimento para muitas pessoas, pois ele desejava estar na casa de Deus servindo de alimento aos mais necessitados.“

Também ungirás a Arão e a seus filhos e os santificarás para me administrarem o sacerdócio. E falarás aos filhos de Israel dizendo: Este me será o azeite da santa unção nas vossas gerações” (Ex. 30:29-30).Está na hora de analisarmos as nossas vidas, pois hoje vemos pessoas que mais parecem uma doença dentro das igrejas. A sua vida é um alimento para os outros? O segundo azeite obtido era para uso na alimentação.

A lição que podemos aprender nesta ilustração é que alimentar é também missão do Espírito Santo, Ele provê para a igreja o banquete espiritual com o equilíbrio necessário para cada membro do corpo de Cristo.

Aqueles que recebem este tratamento espiritual, neste segundo estágio, além de serem alimentados, recebem também de Deus para servirem a comida espiritual. “

E tempo de Crescimento

Havia em Cesárea um homem, de nome Cornélio, centurião da corte chamada Italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à hora nona, viu claramente, numa visão, um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio! Cornélio fixando nele os olhos, e muito atemorizado, perguntou-lhe: o que é Senhor? Respondeu-lhe o anjo: as tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus” (At. 10:1-4).

A palavra de Deus é alimento, quando a ouvimos, estamos comendo o pão dos céus. Mas as orações de louvor que fazemos, os hinos que cantamos, nossas ofertas e os sacrifícios de jejuns são atitudes espirituais que chegam até o Senhor com o bom cheiro suave, assim como também chegavam os sacrifícios que eram oferecidos sobre o altar pelos homens de Deus do passado.Podemos também observar o poder da alimentação trazido pelo Espírito, remetendo-nos aos dias da igreja primitiva.

Lá estava ela; tímida e cabisbaixa, enclausurada no cenáculo esperando pela promessa. O Espírito Santo chegou e encheu o cenáculo com um vento veemente e caíram línguas de fogo sobre os cristãos. Eles foram totalmente tomados de poder e quando saíram do cenáculo foram para as ruas de Jerusalém, alimentados – cheio do Espírito e de ousadia.

Pedro publicamente vai servir o alimento; a palavra do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, composta com o azeite do Espírito Santo. Só de uma vez, quase 3.000 almas são alcançadas para Cristo.Quando descemos da prensa de Deus neste segundo estágio temos forças espirituais para vencer as doenças, os problemas e resistimos a Satanás e, ele foge de nós.

Os enfermos são curados, assim como Pedro ordenou em nome de Cristo a cura do paralítico que pedia esmolas na porta do templo que se chamava formosa. Pedro cheio da unção diz para o paralítico; nós não temos ouro e nem prata, mas o que temos, isso sim, nós te damos; levanta-te e anda em nome do Senhor. Aquele homem ficou curado, entrou para o templo saltando, glorificando a Deus e exclamando; fiquei curado pelo poder de Deus.Ser uma oliveira na casa de Deus, é poder alimentar e também compor o alimento com a nossa fé e alegria, é viver e ser uma bênção.

Terceira Pedra- Azeite da Luz A terceira pedra tornava a prensa muito mais pesada ainda, quase dobrando o seu peso. Agora pela terceira vez o fruto da oliveira era prensado e extraia-se o terceiro tipo de azeite que era usado nas lâmpadas para iluminação do templo. Era, portanto, uma espécie de combustível utilizado para abastecer as lâmpadas, principal instrumento de iluminação, naquele tempo.

Davi em sua intimidade com Deus e ao observar a extração do azeite da luz entendeu que não poderia servir ao Senhor e estar em trevas. David ousou ser luz para a sua geração, pois em seu coração desejou que de si mesmo saísse luz, referência, bênção, oposição às trevas.

Luz é o que precisamos ser. “Vós sois a luz do mundo,não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mt. 5:14). Nós fomos feitos para tirar o mundo das trevas, para que as pessoas vejam que o nosso estilo de vida é superior e queiram segui-lo. Se andarmos em trevas, somos trevas.Filipenses 2:15 diz: “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”.

 Também em Mateus 25:1ª-13, na parábola das dez virgens, Jesus fala da necessidade de manter azeite nas lâmpadas para aguardar a chegada do Noivo.Grande é a responsabilidade que temos como lâmpada que somos. Jesus disse para os seus discípulos, algo que hoje se aplica à sua igreja, “vós sois a luz do mundo”. Temos que brilhar nas trevas. Os ímpios são as trevas e estão em trevas e, eles têm que ver a luz em nós. Nossas atitudes têm que refletir esta luz.

O conselho do apóstolo Paulo para os cristãos de Filipo, é: “sejais irrepreensíveis”, isto é não necessitar de correção, é ser um autêntico padrão da fé e do amor cristão. Assim o cristão reflete o brilho do Espírito Santo e satanás não pode atingi-lo com as suas flechas e com os seus dardos inflamados, porque os seus olhos ficam ofuscados, impedidos de ver o alvo, e assim ele é derrotado.

Quando temos uma vida cheia da luz de Jesus, influenciamos tudo e todos ao nosso redor.O azeite da Luz representa ainda a chama do Espírito Santo que Davi desejou manter sempre acesa. Quando alguém está sempre cheio do Espírito discerne bem todas as coisas e mantêm a comunhão com Deus.

Quarta Pedra- As borras de azeitona Bem, chegamos à quarta pedra e também a última que era colocada no braço da prensa, levando-a ao seu limite máximo de peso. Novamente o fruto da oliveira era ali colocado e prensado, extraindo-se o último azeite. Praticamente uma pasta de azeite – que servia para fabricar sabão, que era usado para limpeza.Talvez a esta altura já tenha conseguido refletir sobre a sua vida espiritual, mas ainda lhe falta passar por uma última pedra, um último esmagamento, assim como as azeitonas que Davi estava a observar.Então vejamos, após três pedras, três vezes esmagadas, agora o que chegaria à quarta pedra era quase nada, mas ainda assim elas, as anteriormente azeitonas, passariam pela quarta pedra, por onde iria sair o quarto azeite.

Este já vinha misturado ao farelo da azeitona, uma massa de resíduo final da prensagem, que os serviçais da moenda usariam para fabricar o sabão, utilizado na própria moinha e também comercializado entre os judeus. Sim! Sabão é o que era feito com a sobra das azeitonas, e o que vejo nesse tão fabuloso alimento é que tudo nela se aproveita.

Sabão aponta para a limpeza e purificação etc. ”Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros” (Ml. 3:2).O Salmo 24:3 diz: “Quem subirá no monte do Senhor? Ou quem subirá no teu santo lugar? Os de mãos limpas”.Em Mateus 5:8 está escrito: “

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”.Por isso eu admiro Davi, homem segundo o coração de Deus.

Ele quis estar se purificando e ser como esse sabão, que purifica e limpa, servindo de purificação para outros. Desejou ser motivo de inspiração na casa de Deus para coisas puras. Não tenha medo das pedras, pois o produto final é o que importa para Deus.“

Quem subirá ao Monte do senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma a vaidade nem jura enganosamente” (Sl. 24:3, 4).Davi desejou ser “oliveira verde na casa de Deus” porque conhecia todas as funções que a pequena azeitona teria na Casa de Deus, ele também sabia que isso lhe custaria sacrifício, renúncia, mas, que compensaria.O quarto azeite era extraído impregnado ao resíduo que sobrava de todas as prensagens, essa massa final era utilizada como componente principal para a obtenção de um tipo de sabão. É bom considerar que na visão espiritual o sabão também aqui é o Espírito Santo, este atuando juntamente com água que é a Palavra de Deus, produz a purificação para a nossa vida.

Chegai-vos a Deus, e ele se chegará até vós. Lavai as mãos, pecadores e vós de duplo ânimo, purificai os corações” (Tg. 4:8-10). Para Nos limparmos fisicamente precisamos de água e sabão. Na visão espiritual, a limpeza para ser completa tem que ser feita com a palavra e o Espírito.Alguns cristãos não consideram a autoridade do Espírito Santo, leem a Bíblia, organizam sermões até emocionantes, mas não atingem o objetivo principal que é oferecer a salvação e a libertação concedida pelo Senhor a todos quantos ouvem a sua palavra e são selados pelo Espírito. Jesus disse: “é necessário nascer da água e também tem que nascer do Espírito”.

Conclusão Talvez esteja sendo esmagado por alguma prova ou luta. Sendo prensado por uma moenda, ou esteja subindo ao Getsêmani de sua vida. Mas eu quero dizer-lhe uma coisa, Deus está tentando extrair de sua vida um azeite raro e valioso. Deixe que Ele o use da forma que ele quiser, aceite a prova e saiba que ela produz perseverança.

O nosso Senhor não dá prova maior do que podemos suportar. “Seja uma azeitona nas mãos de Deus”Jesus nos conta a parábola das dez virgens, sendo cinco loucas e cinco prudentes, onde as loucas ficaram no escuro por não terem o azeite da luz.Com estas informações podemos nos remeter aos tempos do rei Davi, mais ou menos 3.000 anos passados e entender a sua expressão: Sou uma oliveira que floresce na casa de Deus! Ele sabia o que estava dizendo e, possuía conhecimento do plano espiritual a que está ligada a sua expressão.

Quantos podem repetir a expressão do patriarca Davi? Sou como a oliveira que floresce na casa de Deus!A análise desta expressão num plano espiritual é muito profunda, e Deus certamente estará tratando a sua vida com este estudo!Para sermos Oliveiras Verdes na Casa de Deus precisamos de estar dispostos a sermos moídos por Ele, para produzirmos os quatro azeites de qualidade, para surgirmos como azeite de restauração para o mundo.Observem que ele era o especial, era levado para o templo da glória de Deus. Sua aplicação era na unção e na adoração ao Senhor. A lição que aprendemos aqui é:

O melhor de nossa vida é para o Senhor.Aceitar ser tratado na prensa de Deus, não é um ato de fé. Este processo é semelhante ao da tribulação, Você sabe o que é tribulação no sentido literário da palavra? Esta palavra advém de um vocábulo do latim; tribulum, ela está relacionada a uma grade mecânica utilizada até a idade medieval, para apurar o trigo no processo de moagem. Passar por tribulações, é ser moído, é ser experimentado e provado e aqueles que são aprovados como o bom trigo, é muito abençoado.

Romanos 5.3-4 diz: “Não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança e a perseverança a experiência e a experiência esperança. Quando o cristão passa por uma tribulação, ele procura a casa de Deus, ora intensamente e é determinado a vencer, ele é tratado pela palavra de Deus e pelo Espírito Santo, sua fé o leva a vitória e ele, renovado, ama e espera com alegria a volta de Cristo”.

O patriarca Davi, sabia o que estava dizendo. Eu sou como a oliveira que floresce na casa de Deus. Davi queria dizer: Sou uma azeitona na casa de Deus, ou seja, sou o azeite da casa de Deus.Para ser uma oliveira na casa de Deus precisamos de nos deixarmos amassar por Deus. Ele nos esmaga e assim podemos produzir quatro azeites de qualidade!

O próprio Jesus nos deu o exemplo no Getsemani (que significa prensa de azeite). Jesus foi para a prensa para produzir azeite de qualidade para nos abençoar. No getsemani Ele se entregou sem reservas ao Pai num ato de Adoração incondicional. Ele preencheu o vazio de nossas almas, dissipou todas as trevas que nos cercavam e nos purificou de todo o mal. Ali no Getsemani Jesus como uma azeitona foi amassado e espremido ao ponto de suar sangue pelos poros para nos dar a oportunidade de presenciar em nossas vidas um verdadeiro derramar de azeite, azeite puro, azeite de qualidade, azeite do trono de Deus. Jesus sendo Deus foi para a prensa, será que nós conseguiremos êxito sem ela? Creio que não. Submeta-se à prensa sem lamentar ou murmurar pois ao sair dela sairás amassado, porém abençoado.Que Deus nos capacite a sermos oliveiras verdes na Casa do Senhor!

Os Quatro Benefícios Oferecidos Pelo Senhor Jesus Cristo em Nosso Favor

O primeiro benefício é Jesus Cristo, a primícia de Deus, oferecido a nós todos para morrer em favor de toda a humanidade, o melhor do pai amoroso para resgatar a raça humana da condenação eterna. Segundo o Senhor, a primícia é a matriz da santidade e honra.                                

   O segundo benefício é a sua palavra, a qual declara que Ele é o Pão Vivo que desceu do céu. Rece­bemos Dele a palavra, a qual nos tem alimentado e fortalecido. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt. 4:4). 

  O terceiro benefício é que Ele nos trouxe a sua luz, mostrando-nos o caminho da salvação. Ele é a verdadeira luz que destrói toda a treva espiritual da vida de todo homem. “Falou-lhes pois Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo. 8:12).

O quarto benefício é que, através da sua morte na cruz do calvário, o seu sangue de limpeza e purificação de uma humanidade que estava condenada eternamente, foi derramado, limpando-nos de todo o pecado. “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Ef. 1:7). 

  O azeite extraído na prensa do Getsêmani era utilizado para ungir, alimentar, limpar e iluminar.Jesus Cristo no Getsêmani ungiu a nossa vida com o seu poder, alimentou-nos com a sua palavra de plena obediência ao Pai Celestial. Ao derramar ali o Seu sangue, usando de amor e misericórdia em nosso favor, iniciou o processo divino de nos limpar por dentro e por fora, iluminando a nossa pessoa, os nossos passos, fazendo de todos os que creem Nele a luz deste mundo e o sal desta terra. Foi no Jardim do Getsêmani que o Senhor fez a escolha maior e mais forte do seu ministério, esvaziando-se de todo o desejo de preservação da própria vida, entregando-se sem nenhuma reserva em favor de todos os miseráveis pecadores, gritando: “cumpra-se a sua vontade e não a minha”. Getsêmani não é simplesmente o lagar de azeite, mas antes de todo o lagar de sangue; ali, exatamente ali, começava o sacrifício do Cordeiro de Deus, resgatando a humanidade da condenação eterna.

Publicada por Mrod à(s) 03:56Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest

O homem só é grande quando esta de joelhos diante de deus

ESTUDO 01 – DEFININDO O QUE É ORAÇÃO
 TEXTO BÍBLICO: MATEUS 6.5-8
O que esta passagem ensina sobre oração?
 FALANDO DO TEMA
. “Feliz é o homem que aprendeu o segredo de se apresentar a Deus diariamente em oração.
Quinze minutos a sós com Deus, em cada manhã, antes de começar o dia, podem mudar as
circunstâncias e remover montanhas”. (Billy Grahan).
. Era para que seus discípulos penetrassem neste segredo que Jesus começou a falar-lhes sobre
a oração eficaz.
. Como encarar a Oração?
I. ORAÇÃO NÃO É OBRIGAÇÃO, MAS NECESSIDADE (V.5)
. “Quando orardes…”
. A oração não é um calendário fixo e obrigatório, a oração é fruto da necessidade do coração.
. A obrigação torna a oração automática. A necessidade torna a oração carismática.
. Jesus não obriga ninguém a orar.
II. ORAÇÃO NÃO É POSIÇÃO, MAS DISPONIBILIDADE (V.5-6)
. “Orar em pé nas sinagogas.”
. Para muitos, oração é sinônimo de posição. De pé, sentado, ajoelhado cada qual aprecia uma
delas.
. Mas para Jesus oração não é posição exterior, mas disposição interior.
. A oração não está presa a nenhuma forma coreográfica, mas caracteriza a anatomia da alma
do homem de Deus.
III. ORAÇÃO NÃO É REPETIÇÃO, MAS OBJETIVIDADE (V.7)
. “E orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu
muito falar serão ouvidos”.
. Se para alguns a posição é importante, para outros a forma é importante. Caem numa
repetição sem fim.
. Sejamos objetivos nos nossos pedidos.
. Repetição na oração é presunção.
IV. ORAÇÃO NÃO É IMPOSIÇÃO, MAS CONFIABILIDADE (v.8)

“Não vos assemelheis pois, a eles; porque Deus, o nosso Pai, sabe o de que tendes
necessidades, antes que lho peçais.”
. Orar não é querer mudar a vontade de Deus, mas é submeter a ele a nossa vontade.
. É preciso confiar que Deus sabe o que está fazendo.
 PERGUNTAS PARA APROFUNDAR

  1. O que é oração? Como você definiria?
    DEFININDO ORAÇÃO
    Nós usamos a seguinte definição: “Oração é a comunicação com Deus, o falar com Ele e o
    ouvir Dele em forma de diálogo.”
    CRESCENDO NA ORAÇÃO
    2
  2. Você tem algum comentário ou pergunta quanto a essa definição?
  3. O que é e o que não é Oração, segundo sua opinião?
  4. Para entendermos o que significa oração precisamos ver dois aspectos:
    A. O QUE NÃO É ORAÇÃO.
  5. Oração não é uma reza mecânica e fria
  6. Oração não é um discurso com palavras difíceis
  7. Oração não é dar ordens a Deus.
  8. Oração não é dar conselhos a Deus
  9. Oração não é um caminho para convencer a Deus.
    B. O QUE É ORAÇÃO.
  10. Orar é conversar com o Pai.
  11. Orar é ter comunhão com Deus.
  12. Você pessoalmente tem dificuldade para entender o que seja oração? Por quê?
  13. O que Jesus quis dizer ao falar: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios;
    porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.”?
  14. Você tem tido uma vida de oração satisfatória? O que fazer para mudar isso?
    PALAVRAS CHAVES DA DEFINIÇÃO

COMUNICAÇÃO. Quando uma segunda pessoa entende de forma certa o que a primeira pessoa está querendo dizer.
FALAR COM DEUS. Não falar a Deus. Inclui comunicar nossos pensamentos e nossos sentimentos
OUVIR. Você ouve a Deus? Ele fala com você?
DIÁLOGO. Não monólogo.

  1. Você tem algum comentário ou pergunta quanto a essa definição?
  2. O que é e o que não é Oração, segundo sua opinião?
  3. Para entendermos o que significa oração precisamos ver dois aspectos:
    A. O QUE NÃO É ORAÇÃO.
  4. Oração não é uma reza mecânica e fria
  5. Oração não é um discurso com palavras difíceis
  6. Oração não é dar ordens a Deus.
  7. Oração não é dar conselhos a Deus
  8. Oração não é um caminho para convencer a Deus.
    B. O QUE É ORAÇÃO.
  9. Orar é conversar com o Pai.
  10. Orar é ter comunhão com Deus.
  11. Você pessoalmente tem dificuldade para entender o que seja oração? Por quê?
  12. O que Jesus quis dizer ao falar: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios;
    porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.”?
  13. Você tem tido uma vida de oração satisfatória? O que fazer para mudar isso?

VIDA ETERNA

João 6.47 “Em verdade, em verdade lhes digo. quem crê em mim tem a Vida Eterna.”

Introdução: A vida eterna sempre existiu porque Deus sempre viveu e viverá eternamente (Tito 1.2). Viver eternamente é um sonho do ser humano destacado em muitas culturas, como os egípcios, que embalsamavam os corpos e construíam pirâmides para servir de túmulos, cheios de riquezas, pensando que tudo isso serviria para uma outra vida.

O apóstolo João é o autor que mais usou esta expressão “vida eterna” em toda a Bíblia. Das quarenta e cinco vezes que “vida eterna” aparece na Bíblia, somente duas estão no Antigo Testamento (Deuteronômio 32.40 e Daniel 12.2) e das quarenta e três vezes que é citada no Novo Testamento, vinte e três estão no evangelho de João.

A linguagem do evangelista João é considerada mais espiritualizada, mas por outro lado também filosófica, visto que procura dar respostas ao gnosticismo, uma filosofia mística que negava a ressurreição corpórea de Jesus. *

Jesus ensinou sobre a Vida Eterna e João andou muito próximo do Mestre, dedicando seu evangelho às sábias palavras de Cristo. Por isso, o evangelho de João é a principal referência para estudar este tema. Baseado no texto de João podemos refletir sobre a origem, como acontece e como alcançar a Vida Eterna.

O que é a Vida Eterna?

Vamos aprender o que o evangelho de João nos ensina sobre a Vida Eterna:

Open Bible on a wood floor with the gospel according to John.

1- Qual a origem da Vida Eterna?

A Palavra de Deus nos ensina a Vida Eterna

João 5.39 “Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a Vida Eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.”

João 6.68 “Simão Pedro respondeu. — Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da Vida Eterna”

João 12.50 “E sei que o seu mandamento é a Vida Eterna. Portanto, as coisas que eu digo, digo exatamente assim como o Pai me falou.”

A Vida Eterna vem de Deus que sempre existiu, conforme está revelado em sua Palavra: Jesus é o verbo de Deus encarnado, que vive desde a eternidade passada e para sempre (João 1.1). A Palavra de Deus é fonte de vida abundante em Cristo (João 10.10).

O desejo de Deus para a humanidade é a Vida Eterna

João 6.40 “De fato, a vontade de meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e nele crer tenha a Vida Eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”

Deus criou o ser humano para viver eternamente (Gênesis 2.7 e 3.22), mas por causa do pecado veio a morte (Romanos 6.22,23). A morte é uma realidade humana, mas através de Jesus a vida de Deus se manifestou plenamente vencendo a morte (I João 1.2).

Jesus nos garante a Vida Eterna pela fé

João 10.28 “Eu lhes dou a Vida Eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.”

João 17.2 “assim como lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, a fim de que ele conceda a Vida Eterna a todos os que lhe deste.”

Quem tem autoridade sobre a vida e a morte é Jesus (Apocalipse 1.18). Somente através de Jesus podemos nos aproximar de Deus (João 14.6) e receber a Vida Eterna, em “Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a Vida Eterna” (I João 5.20).

2- Como é a Vida Eterna?

A Vida Eterna começa nesta vida através da fé

João 4.14 “mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a Vida Eterna.”

João 4.36 “Quem colhe recebe desde já a recompensa e ajunta o seu fruto para a Vida Eterna, para que se alegrem ao mesmo tempo o que semeia e o que colhe.”

A partir do momento em que passamos a viver para Cristo e morremos para o mundo e os prazeres da carne (Gálatas 2.20). Por isso o apóstolo Paulo disse que “para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1.21). Então se já estamos em Deus, vivemos para a eternidade.

Após a morte entramos na eternidade

João 5.24 “Em verdade, em verdade lhes digo. quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a Vida Eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”

Após a morte esperamos o Juízo Final (Hebreus 9.27), quando Deus determinará quem receberá a Vida Eterna (Mateus 25.47) e quem será condenado para a morte eterna (Apocalipse 20.6,13,14). Então a morte é apenas uma passagem para a eternidade.

A fé na ressurreição dos mortos é uma prova da Vida Eterna

João 6.54 “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a Vida Eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”

Jesus ressuscitará seus servos para a Vida Eterna (Daniel 12.2). Ao ouvir a voz de Deus chamando todos os mortos ressuscitarão (João 5.28,29). Devido a esta fé, os primeiros cristãos não tinham medo da morte, sendo muitos deles martirizados acreditando que ressuscitarão para a Vida Eterna como Jesus prometeu.

3- Como alcançamos a Vida Eterna?

Jesus morreu para nos dar vida

João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna.”

Em Jesus temos vida abundante (João 10.10“e esta é a promessa que ele mesmo nos fez. a Vida Eterna” (I João 2.25). Então tudo o que precisava ser feito para nos dar a Vida Eterna foi realizado por Jesus na cruz. O motivo da morte e ressurreição de Jesus é vencer a morte e abrir a porta para a eternidade pela fé para todos os que creem.

Precisamos crer para alcançar Vida Eterna

João 3.36 “Por isso, quem crê no Filho tem a Vida Eterna; quem se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

Infelizmente muitas pessoas se recusam a crer, como os judeus fizeram no tempo de Jesus e dos apóstolos (Atos 13.46), mas aqueles que creem recebem pela fé a Vida Eterna (Atos 13.48). A fé em Jesus é a base principal para a Vida Eterna (I João 5.11-13) e esta vida é totalmente gratuita (Tito 3.7).

Crer na Vida Eterna requer não amar o mundo

João 12.25 “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo irá preservá-la para a Vida Eterna.”

João 6.27 “Trabalhem, não pela comida que se estraga, mas pela que permanece para a Vida Eterna, a qual o Filho do Homem dará a vocês; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.”

Jesus ensinou a abrir mão dos desejos da carne para alcançar a Vida Eterna, ao ponto de simbolicamente arrancar a mão ou olho para não perder a salvação (Mateus 18.8,9). Quando um jovem rico perguntou o que poderia fazer para receber a vida eterna, Jesus respondeu que além de obedecer à vontade de Deus, também deveria se desapegar de tudo o que tinha e seguir a Cristo (Mateus 19.16-22). Por isso Jesus prometeu que quem deixa tudo por amor a Deus receberá a Vida Eterna (Lucas 18.29,30). Mas “quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá Vida Eterna” (Gálatas 6.8). Quem não ama seu próximo não está pronto para viver eternamente com Deus e as pessoas que o Senhor ama (I João 3.15). Por isso precisamos ser perseverantes (Romanos 2.7).

Creia na Vida Eterna!

CONCLUSÃO

João 17.3 “E a Vida Eterna é esta. que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

Não existe Vida Eterna sem Jesus. Enquanto vivemos neste mundo lutamos o tempo todo contra o mal, a carne e o mundo (I Timóteo 6.12), precisamos “mantenham-se no amor de Deus, esperando a misericórdia do nosso Senhor Jesus Cristo, que conduz para a Vida Eterna” (Judas 1.21). Através da Palavra de Deus conhecemos sobre a eternidade preparada pelo Senhor para nós, podemos viver esta nova vida em Cristo e crer que viveremos para sempre com Deus.

Jesus nos salvou para a Vida Eterna!

__________________

Citações Bíblicas: NAA – Nova Almeida Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil – SBB.

* RODRIGUES, Welfany Nolasco. A Evangelização na Igreja Primitiva. Belo Horizonte: Filhos da Graça, 2015. Página 22,23 e 46.#pregação #EstudoBíblico #vidaeterna
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O joio e o Trigo

O significado da Parábola do Joio e do Trigo

A Parábola do Joio e do Trigo fala do caráter heterogêneo atual do Reino, mas também ressalta sua consumação futura em plena pureza e esplendor. Assim como em uma lavoura que enquanto as plantas crescem ervas indesejadas também crescem junto, assim também ocorre no Reino. Mas no final, tanto a lavoura quanto o Reino, são submetidos a uma rigorosa limpeza. Isto ocorre no dia da ceifa. Neste dia os ceifeiros separam o resultado da boa semente da praga que cresceu no meio dela.

Então o significado da Parábola do Joio e do Trigo aponta para a realidade da existência do mal entre o bem no Reino. Em determinados estágios, o mal se alastra de uma forma tão sorrateira, que é praticamente impossível diferenciá-lo.

Mas o significado desta parábola também revela a verdade de que no final o Filho do homem cuidará, através de seus anjos, de separar os bons dos maus. Nesse dia os ímpios serão tirados do meio dos redimidos. Os filhos do maligno serão perfeitamente distinguidos dos filhos de Deus e serão lançados no lugar de tormento.

Mas os fiéis entrarão na bem-aventurança eterna. Eles estarão para todo sempre ao lado do Senhor. Eles não brotaram como uma erva daninha no campo, mas foram plantados pelas mãos do grande Semeador. Eles são frutos da boa semente, e a boa semente jamais resultará em praga. Apesar de muitas vezes terem que dividir a lavoura com o joio, o celeiro daquele que os plantou está reservado exclusivamente para recebê-los.

Lições da Parábola do Joio e do Trigo

Jesus conclui esta parábola com as conhecidas palavras: “Aquele que tem ouvidos, então ouça” (Mateus 13:43). Certamente a Parábola do Joio e do Trigo, através de seu significado central, nos ensina valiosas lições e devemos estar atentos a ouvi-las.

A necessidade da paciência diante do joio

A principal lição que devemos tomar da Parábola do Joio e do Trigo diz respeito à paciência. A ordem para deixar que o joio cresça no meio trigo fala exatamente disto. Mas ao contrário do que alguns pesam, esta não é uma ordem para que o pecado seja tolerado no meio da Igreja.

Sobre isto, W. Hendriksen ressalta que o ensino de Jesus neste ponto é que simplesmente seus servos devem estar dispostos a esperar pacientemente pela decisão do Filho do homem no dia da ceifa.

O joio está misturado no meio do trigo

Satanás se empenha em falsificar a mensagem do Evangelho, de modo que seus representantes se misturam no meio do verdadeiro povo de Deus. É interessante notar que o joio não foi semeado numa lavoura vizinha de onde o trigo foi semeado. O joio semeado pelo maligno está no meio da igreja visível.

Eles se misturam e se tornam muitas vezes imperceptíveis, e buscam entrelaçar suas raízes com o intuito de fazer com que os verdadeiros crentes tropecem em seus enganos. Portanto, aqueles que professam o falso evangelho se parecem com trigo, mas na realidade são ervas daninhas. Eles jamais poderão ser genuínos embaixadores do Reino, pois são agentes de Satanás.

O joio será definitivamente separado do trigo

Por mais que o joio cresça no meio do trigo, esta aparente união não será definitiva. Como foi dito, o joio cresce na mesma lavoura do trigo, sobre a mesma terra. Ele recebe os mesmos nutrientes, o mesmo adubo e é regado pela mesma água. Mas um carrega em si a vida, enquanto outro carrega em si a morte. Por ocasião do juízo, os filhos de Deus e os filhos do diabo serão permanentemente separados.

No dia do juízo final toda impureza será arrancada do Reino. Tudo aquilo que afronta e transgride a Lei de Deus será removido. A verdadeira Igreja estará finalmente reunida em todo esplendor com Aquele que a plantou e que lhe foi sua Pedra Angular. Então os redimidos viverão por toda a eternidade no universo transformado, não mais sujeito aos efeitos do pecado. Mas é importante que jamais nos esqueçamos: esta separação ocorrerá somente no dia da ceifa, não antes disto.

Você gostou da explicação da Parábola do Joio e do Trigo? Então conheça também um material que preparamos exclusivamente para você, com a explicação de todas as parábolas de Jesus de uma forma simples e objetiva. Conheça aqui.

Pergunta Estudo Bíblico

JESUS A LUZ DO MUNDO

Jesus – A luz do mundo

Este exame da Palavra de Deus procura levar o cristão o mais próximo possível da verdade, sem a pretensão de querer ser a única a promover tal contato com Deus.

Gênesis 1: 3 a 5:

Disse Deus: Haja luz. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o primeiro dia.

Gênesis 1: 16 a 19:

(16) Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.
(17) E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra,
(18) para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isto era bom.
(19) E foi a tarde e a manhã, o quarto dia.

Por estes versículos podemos entender que o sol, a lua e as estrelas foram criados no quarto dia, por isso perguntamos: o que foi que Deus criou no primeiro dia e chamou LUZ, e fez divisão com o que chamou TREVAS? Sabendo que o sol, a lua e as estrelas foram criados no quarto dia, aquela luz criada no primeiro dia não era o sol, a lua e ou as estrelas, e estes apenas governam e iluminam o dia e a noite.

A primeira criação de Deus – A LUZ – foi a daquele que seria chamado Seu Filho – CRISTO – como vemos em várias partes da Bíblia.

Colossenses 1: 12 a 19:

(12) dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz,
(13) e que nos tirou do poder das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho amado,
(14) em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados;
(15) o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação,
(16) porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.
(17) Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas;
(18) também ele é a cabeça do corpo da igrejaé o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência,
(19) porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude.

Que grande, maravilhosa e espetacular revelação de Deus para nós!

Na carta aos Hebreus também está revelado que Jesus, chamado Cristo, foi a primeira criação de Deus:

Hebreus 1: 2:

“nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo”.

Quando entendemos que a primeira criação de Deus foi a LUZ, vemos perfeitamente que esta Luz é JESUS.

Mateus 4: 14 a 17:

(14) Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaias: (15) A terra de Zabulom e a terra de Naftali, o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios, (16) o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou. (17) Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

E ainda:

JOÃO 1: 4:

Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

JOÃO 1: 5:

a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.

JOÃO 1: 9:

POIS A VERDADEIRA LUZ, QUE ALUMIA A TODO HOMEM ESTAVA CHEGANDO AO MUNDO.

JOÃO 1: 10:

Estava ele no mundo,E O MUNDO FOI FEITO POR INTERMÉDIO DELE, e o mundo não o conheceu.

JOÃO 1: 12:

Mas, a todos quanto o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

JOÃO 1: 15:

…Este é aquele que eu disse: O que vem depois de mim, passou adiante de mim, PORQUE ANTES DE MIM ELE JÁ EXISTIA.

Veja ainda outros versículos que também nos ensinam a salvação em Cristo Jesus, a luz que ilumina todos os homens.

João 3: 16 a 21:

16 – Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 – Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 – Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito filho de Deus.
19 – E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más.
20 – Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 – Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus.

Com esta maravilhosa revelação de Deus podemos entender que a primeira criação de DEUS foi a LUZ, e que esta LUZ veio ao mundo por uma mulher e tornou-se o UNIGÊNITO DE DEUS, tendo recebido o mais importante e poderoso nome sobre a terra e o céu, para que ao nome de JESUS se dobre todo o joelho no céu, na terra e debaixo da terra (Filipenses 2: 10).

Entendemos agora o significado da Palavra em Gênesis 1: 26, onde está escrito: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; …” e também aquela em Gênesis 3: 22, onde se lê: “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal, …”, ou ainda quando da confusão das línguas em Babel (Gênesis 11: 7).

Eis aí a grande revelação. Quando Deus fez o mundo não estava sozinho, mas fez tudo pela LUZ que criara, e esta LUZ também estava presente quando da decisão de expulsar o homem do paraíso devido ao pecado da desobediência.

A vinda da LUZ ao mundo já havia sido profetizada, esperada e finalmente aconteceu com o nascimento de Cristo Jesus. Veja:

Gênesis 3: 15:

E porei inimizade entre ti (a serpente) e a mulher (igreja), e entre a tua semente (espíritos malignos) e a sua semente (Cristo); esta (a mulher/igreja como noiva de Cristo) te ferirá a cabeça, e tu (a serpente) lhe ferirás o calcanhar (Cristo foi ferido, e o inimigo não terá vitória sobre a igreja porque Cristo venceu Satanás).

Êxodo 23: 20 e 21:

(20)Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho, e te leve ao lugar que te tenho aparelhado.
(21) Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira, porque não perdoará a vossa rebelião; porque o meu nome está nele.

Deuteronômio 18: 15:

O Senhor teu Deus te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis;

Isaias 9: 2:

O povo que andava em trevas viu uma grande Luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a Luz.

Isaias 9: 6:

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus fortePai da eternidadePríncipe da Paz.

Hebreus 10: 5:

Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, antes corpo me preparaste.

Veja que a LUZ, primeira criação de Deus, é espiritual e não material, pois a luz material veio no quarto dia da criação e foi o sol, a lua e as estrelas.

Aquela LUZ espiritual foi separada das trevas espirituais, sendo então entendido que a LUZ é a salvação dos homens e as trevas a perdição, o maligno. Mas a LUZ venceu as trevas. Portanto, o diabo, nosso adversário, foi criado também no início e assim mesmo como ele é – trevas (veja também estudo específico sobre este tema, intitulado “O diabo”).

O próprio Senhor Jesus Cristo nos diz e revela que Ele é que é a LUZ, e quem andar nele jamais ficará em trevas, ou seja, nas mãos do maligno. Confira.

João 8: 12:

Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: EU SOU A LUZ DO MUNDO; quem me segue, de modo algum andará em trevas, mas terá a LUZ DA VIDA.

João 9: 5:

Enquanto estou no mundo, SOU A LUZ DO MUNDO.

Em muitas outras passagens das Sagradas Escrituras vemos a gloriosa revelação de que JESUS CRISTO É A LUZ DO MUNDO, e foi a primeira criação de DEUS. Tudo subsiste por Ele e para Ele, e em tudo Ele tem a preeminência, de modo que é o primeiro a ressurgir dentre os mortos.

Abraão exultou por ver o DIA DE CRISTO, e quando o viu, se alegrou. Agora podemos entender esta palavra, pois Abraão viu a Cristo quando lhe apareceu em forma de sacerdote eterno, porque Ele já existia mesmo antes de Abraão: Antes de Abraão existir, EU SOU. Confira.

João 8: 56-57:

“Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”.

Enfim, temos a prova definitiva de que Cristo foi criado antes de todas as coisas, e que veio ao mundo para nos salvar tornando-se homem para isto, e depois voltou ao Pai. Vejamos:

(JOÃO 17: 5)

“AGORA, POIS, GLORIFICA-ME TU, Ó PAI, JUNTO DE TI MESMO, COM AQUELA GLÓRIA QUE EU TINHA CONTIGO ANTES QUE O MUNDO EXISTISSE”.

Com esta compreensão da santa e bendita palavra de Deus podemos ter acesso ao Pai, por Seu filho – JESUS CRISTO, o qual se entregou pelos nossos pecados e nos abriu caminho para a salvação, portanto, deixe a LUZ entrar na tua vida, e se torne uma parte do corpo de Cristo, que é a Igreja.

Que Deus vos abençoe agora e sempre, amém.

Pr. Eugenio Carpigiani Neto

Passe adiante esta mensagem.

JESUS O CAMINHO

Os Dois Caminhos como Você nunca viu

CLAUDIO CRISPIM CRISPIM27 DE JULHO DE 2007

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” Mt 7: 13- 14.
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Após demonstrar no que consiste as leis e os profetas (Mt 7: 12), Jesus aponta a necessidade de entrar pela porta estreita. Em seguida Ele dá o motivo porque é necessário entrar pela porta estreita:”Pois larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição..”.

Diante da necessidade exposta, surgem as perguntas: O que é a porta estreita? Como entrar nesta porta? Por que a necessidade de entrar na porta estreita é apresentada como única saída para livrar-se da porta larga e do caminho que conduz a perdição?

O versículo 12 encerra uma exposição que teve início no capítulo 5, verso 17, quando Jesus diz:”Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles, pois esta é a lei e os profetas” (Mt 7: 12), Ele encerra a exposição que teve início com este versículo: “Não penseis que vim destruir os profetas; não vim para destruí-los, mas para cumpri-los” (Mt 5: 17).

Após apresentar as bem-aventuranças aos seus discípulos (Mt 5: 1- 12), e demonstrar a condição deles perante os homens (Mt 5: 13- 16). Jesus esclarece alguns aspectos importantes para se entender sua missão:
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a) Não veio destruir e nem descumprir a lei e os profetas (v. 17);
b) Era impossível aos seus ouvintes entrarem no reino dos céus seguindo o caminho dos escribas e fariseus (v. 20);
c) Demonstra exemplos práticos de como lhes era impossível entrar no reino dos céus através do cumprimento da lei, seguindo o caminho dos escribas e fariseus (Mt 5: 21 à 7: 11);
d) Demonstra também que a lei e os profetas resume-se em um só mandamento: amar o próximo como a si mesmo (v. 12).
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As exposições de Jesus não são palavras soltas, ou idéias desconexas. Perceba que o verso 13 é a resposta à impossibilidade apresentada por Jesus no verso 20. Somente aquele que entra pela porta estreita é que alcança justiça superior a dos escribas e fariseus.

A mensagem que o Senhor Jesus trás é una, concisa e precisa no que propõe, porém ele a expõe de muitas maneiras, para que, tanto o leigo (sermão do monte), quanto o erudito (Nicodemos), recebam a mesma mensagem de forma que possam entender. Ora, tudo o que foi demonstrado no Sermão do Monte, Jesus também revelou a Nicodemos, conforme o registrado pelo apóstolo João no seu Evangelho:

a)Era impossível a Nicodemos entrar no reino dos céus, embora representasse o melhor da religião, do comportamento, e da moral humana;
b)Jesus demonstra que o caminho seguido por Nicodemos não o conduziria à salvação, antes, era necessário nascer de novo;
c) Da mesma forma que é necessário nascer de novo, também é necessário entrar pela porta estreita, ou seja, a figura do novo nascimento equivale a figura da porta estreita.

Isto demonstra que a entrada pela porta estreita é o novo nascimento. Não há outro meio de acesso à porta estreita, a não ser através do novo nascimento pela fé em Cristo (Jo 3: 16).
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Por que é preciso nascer de novo? Para escapar do caminho que leva à perdição (Jo 3: 16), ou seja, para deixar o espaçoso caminho que leva à perdição (Mt 7: 13).

Quando Jesus disse a Nicodemos que era necessário nascer de novo, ele estava demonstrando que era impossível alcançar a vida eterna seguindo o caminho que estava trilhando. O problema maior de Nicodemos não estava na prática da lei, o caminho que ele pensava dar acesso a Deus. O maior problema do mestre em Israel estava na porta que ele havia entrado, quando nasceu.

Ou seja, é o nascimento que faz o homem entrar pelas portas, tanto para a porta larga, quanto para a porta estreita.O homem entra pela porta larga quando vem ao mundo, quando nascem da semente de Adão (semente corruptível). E entra pela porta estreita quando nasce da Palavra de Deus (a semente incorruptível) (l Pe 1 :23).

Nicodemos precisava nascer de novo, uma vez que era nascido segundo Adão, e era, portanto, filho da ira e da desobediência. Por mais que procura-se seguir os quesitos da lei, o seu caminho era de perdição, pois a porta que Nicodemos entrara era larga, e como “muitos”, ele seguia para a perdição.

Porém, após ouvir a mensagem do evangelho, e crer em Cristo (o enviado de Deus), Nicodemos nasceria de novo, da semente incorruptível (que é a palavra de Deus), tendo acesso à porta estreita, e que “poucos” a encontram.

Verifica-se então que a parábola dos “dois caminhos” refere-se à necessidade do novo nascimento, e que o cumprimento da lei diz respeito ao amor ao próximo, e não à salvação, como pensavam. Se a lei fosse para a salvação, não seria preciso Moisés clamar ao povo logo após a entrega da lei:”Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz”(Dt 10: 16).

Observe que o cumprimento da lei real somente tem valor após a obediência ao mandamento divino, que é: “Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo…” (I Jo 3: 23), ou seja, amar o próximo, somente é válido “…segundo o mandamento que nos ordenou” (v. 23)”Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis” (Tg 2: 8).

O discurso de Jesus e Paulo em momento algum destoa, visto que &l
dquo;entrar pela porta estreita” é o mesmo que “viver em Espírito”, ou seja, “o novo nascimento”. Andar no caminho apertado que conduz a vida é o mesmo que “andar em Espírito”, ou seja, andar como filhos da Luz (Gl 5: 25Ef 5: 8).

Espero que esta exposição faça com que, você leitor, repense as questões sobre a necessidade de se entrar pela porta estreita.

Claudio Crispim

www.ibiblia.net
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